Quarta-feira, Agosto 10, 2011

Fanzine Modern Warfare 2... página 1

A primeira página do fanzine de Modern Warfare 2, que eu estava enrolando para postar. Confesso que vergonhosamente até agora só fiz essa e mais uma página que estou finalizando no photoshop, apesar de estar todo este tempo teclando no twitter e aqui sobre essa idéia, e já vem ai Modern Wafare 3 em novembro. Mas se já fiz está página, ainda que com uma finalização preguiçosa no photoshop, é sinal de que o projeto pode ir para frente, afinal toda caminhada começa com um primeiro passo.

Além de estar meio relapso nos últimos meses, um dos motivos no atraso foi a busca por referências que me ajudassem a tapar alguns buracos nos trechos que abordarei na estória.  Não consegui! Como é apenas uma brincadeira vou seguir o roteiro original, explorando talvez um pouco da personalidade de cada personagem e a complexidade de uma operação dentro das favelas do Rio, com base em referências como Tropa de Elite (e tem melhor?).

Observem que a primeira página inicia-se justamente na fase Cliffhanger, em que Roach e Soap tem que se infiltrar numa base russa em meio ao Tian Shan no Cazaquistão, em seguida passarei para Takedown onde o Task Force 141 sobe os morros cariocas em busca de um famigerado traficante de armas e em seguida Hornet’s Nest, momento em que a trupe, sem conseguir auxilio das forças americanas, saem numa fuga desesperada da favela sob fogo cerrado. Assim, o foco da estória é justamente as fases que se passam no Rio de Janeiro.

Jogo polêmico, fatos recentes e uma velha discussão

MW2 foi causou polêmica ao colocar o jogador numa missão em que o mesmo assumia a identidade de um terrorista que chacinava uma multidão num aeroporto russo (eu não joguei, mas vi trechos e particurmente a considerei muito chocante), e foi até proibido de ser vendido nas prateleiras de alguns lugares deste país e de outros. Até aqui no Brasil teve gente falando que a imagem passada do Rio era a pior possível, mostrando os policiais numa ação irresponsável entre os becos das favelas, lançando granadas a esmo e usando armas pesadas num local povoado de civis. Os EUA também se deram mal no jogo, completamente arrasada, o cenário poderia muito bem ser usado para uma temática apocalíptica. Entretanto vale ressaltar que a fase no aeroporto russo pode ser cancelada pelo usuário, deixando a critério do mesmo tal escolha. Quanto a violência do jogo, bem, é um jogo de guerra e como toda guerra é chocante. É um jogo para adulto.

Com o triste atentado que matou 77 pessoas na Noruega, a discussão sobre o quanto essa violência pode ou não afetar seus jogadores foi posta novamente em questão, já que o assassino escreveu em seu documento de 1500 páginas um curto trecho onde afirmou treinar em jogos como MW as habilidades com tiros. O país resolveu banir jogos similares das lojas proibindo a venda de qualquer game violento.

Eu acredito que se os games realmente estimulassem os jogadores a praticar atos violentos já teríamos muitos jovens em hospícios ou presos por causa disso. A raiva que eu já senti, e muito, jogando foi aquela que se projeta na derrota e nem por isso que sair batendo em alguém ou cometer qualquer ato ilícito por causa disso. Um jogo é só um jogo e acho que todo gamer pensa assim. É uma forma de entretenimento como outra, com suas peculiaridades é claro, uma diversão que independe de faixa etária, porém, com jogos específicos para cada uma dessa faixa. Assim, como existem jogos demasiado violentos e outros com temas bem imbecis, que com certeza devem ser mantido bem longe de crianças, os pais devem observar a classificação indicativa de cada jogo e se não for suficiente, o seu conteúdo.

Desta forma, se os mesmos atentassem mais para isso, talvez compreendessem que o dialogo com os filhos é a melhor maneira de se sentirem realmente despreocupados.

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