Segunda-feira, Junho 08, 2009

Sobre o novo retorno... tsc, tsc!!

Ok! Ok!

Ando bastante ocupado nestes últimos dias! Pois é. Pra falar a verdade não estou produzindo muito e até estava sem nanquin, e não me venham com esse papo de que em plena era digital estou preso as limitações da ilustração manual. Cara, desenhar no computador exige muito tempo, paciência e eu fico admirado com o que vejo meus ilustres colegas blogueiros 'desenheiros' rabiscando por ai. Está difícil conciliar o meu tempo de trabalho, e até mesmo o livre com as possibilidades de atualização do blog, mas também não quero parar as máquinas da vida de blogueiro (menos! menos meu amigo griffin!). Apesar das minhas poucas postagens e talvez até estar vagando pelos cantos do ostracismo, o blog não para!
Para vocês verem que ando tentando, vai uma ilustra feita para o blog ETC & TRAÇO, no tema ELFO! A primeira mostra o desenho em rabiscos de grafite 6B, enquanto o segundo o mesmo sob planos do Photoshop e seus pincéis! O desenho ficou meio sujo, mas eu não o limpei pintando por cima das manchas. Espero que gostem!

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

Sobre o retorno em 2009...

"Ela o esperava próximo à velha árvore que produzia sombra para um assento onde ele gostava de sentar-se ao sair do trabalho. Lá ponderava sobre aqueles dias tempestuosos de situações intragáveis. Não que todos os dias de sua vida fossem tempestuosos, o de ninguém o é, mas aquele lugar o acalmava como o toque da água sobre a pele maltratada pelo calor e por isso o gosto pelo local. Ainda que sem motivo aparente, aquele ato tornara-se um ritual ao fim do serviço. Com suas mãos pálidas, a moça esguia e de longos cabelos escuros, limpou o velho assento que há muito tempo não recebia qualquer tipo de manutenção e que caindo aos pedaços, mantinham-se de pé graças as pernas metálicas que sustentavam os pedaços da madeira apodrecidos pelo tempo. O empoeirado assento não tinha como visitante apenas aquele com quem ela foi ter. Por possuir logo a frente um pequeno lago, recebia todos os dias algumas dezenas de apreciadores introspectivos que descarregavam ali o estresse que os impregnou antes daquele momento. A vista é deslumbrante, pensou, olhando ao redor do lago os arvoredos carregados por um verde esmeralda que refletido na água inquieta, exibia tonalidades que, em conjunto com o brilho do sol, estimulava uma estranha alegria, uma sensação única. Embriagada pelo momento, inclinou-se apoiando o pescoço no caule de uma árvore posicionada na parte de trás do banco e fitou o céu entre as folhas que dançavam com a ventania, sustentadas por caules secos e fragilizados. No dia anterior havia desabado um temporal e o céu naquela tarde estava com um azul impecável, o tom marinho se misturava com um índigo hipnótico ressaltados pelas nuvens que surgiam discretas em suas formas mais comuns. O dia perfeito, sussurrou. Em seguida fechou os olhos e se concentrou na melodia produzida pelas arvores, que balançavam diante do avanço impetuoso do vento sobre suas folhas indefesas, os pássaros emitiam cantos que pairavam no ar uníssono com os milhares de sons gerados pela natureza ao redor. Desprovida de sensações humana, essa divindade havia aprendido uma habilidade especial que lhe permitia, por alguns minutos, sentir as nuances emocionais que conduziam estes seres pensantes, que ora agradáveis, mas às vezes também amargas, foram presenteadas apenas aos homens. Ela sabe que à medida que usa tal recurso perde gradualmente suas faculdades místicas, e no fim, não somente se tornara humana, como também sentira a morbidade que conduziram todos aqueles a quem fez companhia até os confins do universo. Súbito, seus olhos cerrados se abrem a fim de dissipar os pensamentos preocupados conseqüente de sua transgressão. Fixa no sol como se quisesse ofuscar as imagens que lhe surgiram a mente quebrando o estado de concentração que tanto a custou sentir"(...).
O texto acima não tem muito a ver com a ilustração, mas eu já o tinha feito há alguns meses e decidi postá-lo agora, pois estava sem idéia e tempo para criar uma citação a cerca desta imagem. Na verdade o texto é uma conversão de centenas de cenas que latejam em minha mente sobre os planos de quadrinhos que penso em a qualquer hora começar a rabiscar. As férias foram ótimas e o começo de ano foi bem agitado como vocês puderam perceber pela não atualização do blog e por não ter visitado a página de quase ninguém, de vez em quando indo ao ETC & TRAÇO e mais uma minoria só para ver mesmo!

Obrigado a todos os comentadores e visitantes do blog nestes últimos meses. É sempre bom saber que alguém esta vendo meu trabalho e se dispõe a comentar sobre o mesmo, isso é enriquecedor, é como receber um abraço apertado de um amigo que diz: “continue em frente cara, você tem jeito para a coisa!”

Pretendo postar algumas fotos da viagem, adoro tirar fotografias, não de mim, e sim de paisagens e outros e o blog está com uma cara mais ‘limpa’, resolvi dar uma mudada já que desde 2006 que o design era o mesmo.

Segunda-feira, Novembro 17, 2008

Sobre as aventuras no Corel...


"Virgrid?... Ora, todo mundo já ouviu falar desse cara por aqui! É um louco que anda por ai com umas parafernálias penduradas nas costas e que aparentemente nunca muda de roupa! Ele sempre aparece quando há problemas, sim, é um tipo de herói, mas muitos consideram o contrário. Quando aparece um maluco achando que pode arrebentar a praça e bancar o dono do pedaço só porque tem uns trecos tecnológicos tão invocados quanto o dele, o famigerado do Virgrid surge do nada e detona o cara sem piedade. Os policiais o perseguem porque odeiam justiceiros e o exercito o caça para descobrir de onde ele tira aquelas joças do raio que o parta, sem dizer que alguns pesquisadores e arqueólogos estão de cabelo em pé com alguns dos troços que o metido a esperto utiliza, espadas míticas que encontraram desenhadas naquelas paredes lá não sei de onde! Pra mim é só um babaca bancando o durão e achando que existe solução para os problemas impregnados em nossa cidade! Há, ele já deu as caras em outros países também, rapaz! Não lê jornal não?
Agora, me ouve! Se eu fosse você não ficava perguntado pela figura não, existem histórias de caras como você que não foram muito longe!



Até Mais!"


Mais uma ilustração com Mark Virgrid, um personagem que quem acessa o blog já deve conhecer de outros posts. Finalizei com nanquin, mas não tive coragem de pintar, pois compliquei demais! Só que dessa vez nem os retoques com 6B eu fiz já que muitas vezes sou infeliz ao usar este procedimento. Se num belo dia destes, eu sentir-me inspirado, faço um recall a fim de repará-lo!

Enquanto isso sigo a me aventurar pelos meandros do CorelDraw. É indiscutível a eficácia do programa para a criação de qualquer tipo de ilustração desde que tal empreitada esteja dentro das capacidades do profissional ou aspirante que o utilize. Eu por exemplo ainda tenho grandes dificuldades para fazer qualquer tipo de desenho dentro dele, mas percebi que desenhar robôs é mais “flexível”, pois a falta de cabelos e outros compostos da anatomia humana permitem que os desenhos se desenvolvam descompromissadamente e de maneira mais aleatória. Entretanto esta é minha opinião meio que momentânea, pois comecei a fazer uma personagem feminina e estou vendo que a dificuldade pode ser a mesma dependendo do quanto à criatividade flui enquanto você desenvolve os vetores. Este robô, por exemplo, eu pretendia deixá-lo o mais simples possível. Decidi fazê-lo somente para treinar mais os vetores, mas comecei a delinear formas e mais formas e no fim percebi um saldo de mais de quase 200 objetos, dentre eles transparências, sombras, cores e contornos. Decidi parar! Se continuasse não o terminaria tão cedo!

Quarta-feira, Outubro 01, 2008

Sobre dar sinal de vida...

Acima um tipo de transformer elaborado por mim. Claro que se me perguntassem onde as peças se encaixam eu não saberia responder ‘lhufas’, mas a bagunça toda deixou o metal warrior bastante interessante. Eu o desenhei somente por brincadeira e inicialmente pretendia posta-lo no Etc & Traço, mas eu não conseguiria cumprir com o tempo.

Andei sumido nestes últimos dias, mas finalmente estou de volta. Não desisti do blog e em nenhum momento isso se passou pela minha cabeça, só estava sem tempo para poder produzir alguma coisa e postar por aqui, caneta nanquim arrebentada, trabalhos pendentes a serem finalizados, a mente também estava necessitando de uma desfragmentada, bem... mesmo sem muito concluído reiniciei as máquinas novamente.

Quarta-feira, Julho 30, 2008

Sobre antigas brincadeiras...







Acima alguns dos vários cards que fiz para os jogos criados por mim e meus colegas e citados no post anterior!



Quarta-feira, Julho 16, 2008

Sobre mais do Corel e antigas brincadeiras...


Desenho arquitetado para ser um cartão de visita de um salão de beleza. A cliente queria um enfoque no logo da empresa de forma que este se tornasse um objeto tão poderoso quanto qualquer outra imagem, fazendo que a presença de outros elementos fosse descartável, desnecessária. O problema é que isso só ficou mais claro depois que eu já havia projetado este ai de cima. Ela não gostou da presença da personagem e salientou que a figura ilustrativa tem que ser o nome da empresa e nada mais. Essa vida não anda fácil, mas que graça teria se não fosse difícil? Nas emoções é que reside o fator que nos move...

Houve uma época em que eu gostava de criar aqueles joguinhos em que se riscava num papel todo um caminho a ser percorrido subdivido por quadros numerados, repletos de armadilhas e prêmios que influenciavam positiva e negativamente para a jornada. Todo o progresso era controlado por dados que decidiam quantas zonas seriam avançadas. O primeiro que criei numa capa de caderno seguia o padrão comum: “avance quatro casas”, “você terá que voltar duas casas”, e vencia quem chegasse primeiro. Apesar da simplicidade fez sucesso entre meus amigos e familiares então, decidi fazer outro numa cartolina, um pouco melhorado e mais diferenciado e até com uma historinha. Foi razoavelmente aceito pelos colegas, pois os desafios implicavam uma demora maior no termino das rodadas e o coitado logo caiu para o ostracismo. Depois de alguns meses resolvi desenvolver um novo jogo, desta vez, embasado no anime dos Cavaleiros do Zodíaco e com um contexto paródico da saga. Foi uma febre entre os amigos que se divertiam em ver a forma com qual tratei os personagens no jogo, que destoavam da personalidade vista no desenho. Os desafios consistiam em adquirir itens no decorrer do percurso a fim de enfrentar algum oponente numa determinada zona e mantinha o antigo sistema: “volte por causa disso” e “Avance por causa daquilo”. Depois fiz um novo, baseado no game Toshinden. Tentei inserir um sistema em que o personagem tinha que evoluir para poder prosseguir, mas este apresentou muitas debilidades devido a minha dificuldade em estabelecer sentido nas idéias do jogo e, como o propósito era simplesmente divertir, retornei o antigo sistema com alguns aprimoramentos, como a utilização de cartas para controles de combates e um painel semelhante aquelas telas de inventário de games de RPG onde podiam ser registrados a lápis toda a experiência e itens adquiridos pelos personagens. Velhos tempos.

Nessa febre de Yu Gi Oh, um colega me convenceu a desenvolver personagens para que criássemos nosso próprio jogo de cartas inspirado no apresentado neste anime. O problema é que eu não gostava do desenho (tosqueira que nunca vi igual), e, portanto não sabia lhufas, não sabia jogar nada! Ele estava com pressa para testar e assim o jogo ficou com uma organização horrível, toda escrita a mão por nós mesmos, sem descrição para algumas cartas e com um sistema precário. A única diversão mesmo foi na hora de criar os personagens (sempre adoro esta parte!).

Havia até uma historinha por trás do jogo, mas aquela altura pouco importava o porquê fazíamos um bocado de guerreiros usando os mais mirabolantes artifícios digladiarem entre si, num ambiente imaginário e ainda por cima com um Elemental dominante (a principio deveria influenciar nos combates, mas pelo fato de estar tudo pela metade, não funcionava).

Os seres desenvolvidos para esta empreitada são classificados por quatro raças remanescentes de planetas devastados por uma calamidade classificada como Luz Negra. Refugiados num planeta que está em linha de colisão com a entidade que trás o caos, eles buscam desesperados por um Elemental desconhecido e de grande poder, que era anunciado pelos antigos profetas (é isso mesmo, aqui também tem antigos profetas) como a única forma de controlar ou destruir a Luz Negra. As batalhas entre as cartas desenrolavam-se, entretanto, sem que os motivos, e outras informações provenientes de suas características tivessem importância!

Observando hoje, como os cards de Yu Gi Oh, Naruto e outros são vendidos a esmo, com traduções esdrúxulas, e outros indicadores informativos que poucas crianças entendem para que sirvam, observo o quanto elas se divertem disputando apenas o poder de ataque e defesa sem levar em conta que o personagem em mãos poderia oferecer, se seguisse as mesmas prerrogativas exibidas na TV. Mas percebo também o quanto sou estúpido a ponto de não me lembrar nestas horas, que era na simplicidade que eu e meus colegas encontrávamos a diversão quando jogávamos nossos rudimentares projetos de garagem.

Quinta-feira, Junho 26, 2008

Sobre o inverno...

Este desenho era para postar no ETC & TRAÇO, mas como sempre eu cheguei tarde! Já havia sido iniciado as postagens para o novo tema: Crianças.

A ilustração representa a estação do ano que mais gosto, o inverno! No mês do dia dos namorados é sempre bom ter alguém ao seu lado para conversar sobre qualquer assunto, relembrar o passado, assistir um filme e abraçar, simplesmente!

Este ai é o resultado final com retoques do Corel PhotoPaint. Depois posto o original sem a edição!!